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Sunday, January 1, 2012

O País tem (de facto) uma dimensão diferente da crise que o varre.

 O Fantasporto decidiu promover um concurso literário. Até aqui é apenas um evento cultural a querer diversificar. Claro que um bom concurso com a chancela de um marco cultural não seria um bom concurso se não desse azo a azias e alvoroços póstumos.

 Ora depois do sururu que a escolha deu, entrei no ano a saber que:

Um grupo de independentes decidiu promover o Concurso de Contos de Ficção Científica –rejeitados do Concurso de Contos de Ficção Científica Fantasporto 2012, tendo em conta que foram mais de cem autores, de quatro países, espalhados por três continentes que submeteram os seus trabalhos, e pelo facto de apenas seis deles irem ver os mesmos publicados, concluímos que seria um prejuízo maior o desaproveitamento de noventa e quatro trabalhos, trabalhos esses, um bom número deles pelo menos que em mais que um local foram considerados de qualidade acima da média, pelo que se pretende assim resgatar os melhores do anonimato (...).

 (Conforme lido no, criado para o efeito, blog Gaitzetsi.)

 Com tal parágrafo introdutório, tive mais uma confirmação que a dimensão da crise global, tem em Portugal reflexo noutras actividades. Normalmente recomendo umas águas minerais ou sais de fruto para quem sofre deste mal. Como estamos a recuperar do Natal e Ano Novo apenas posso especular que para as bandas donde se escreveu tal prosa, há muito se encontram esgotadas...

Monday, May 30, 2011

A opinião que remete para outra opinião.

Desde os meus tempos de adolescente, que me interesso particularmente por contos. Não grandes romances, onde muitas vidas se cruzam, antes aquelas histórias complexas na sua simplicidade, de pequena dimensão, passadas em parte incerta e recheadas com as personagens do dia-a-dia. Entre nós gosto particularmente do que Miguel Torga deixou para a posteridade e tenho vindo a apreciar as crónicas que usualmente Hugo Machado faz no i.

Pela participação de longos anos com uma publicação de amigos, comecei a perceber e a sentir a dificuldade de produzir e/ou ler contos grandes e cheguei à conclusão que a internet não é lugar para as grandes (em volume) obras.

Na sexta fiquei a saber que o Bibliotecário de Babel partilha de opinião semelhante, levando mesmo a coisa mais longe, ao ponto de acreditar que a internet contribuirá para a valorização do conto.

Pessoalmente espero que sim! Sinto que poucos como Torga traduziram o ser português sem recurso a longos tratados e de forma tão facilmente acessível. Tal como antes O. Henry havia dado a conhecer a sociedade americana.